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Artigo


Por quê gosto do Caminho Neocatecumenal? (2)

Esta publicação foi criada em: 27/09/2014.
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Em dia 24 de março de 2000, na Colina das Bem-aventuranças, João Paulo II encontrou-se com aproximadamente 100 mil jovens vindos de mais de 80 países do mundo. Metade dessa multidão reunida foram os membros do Caminho Neocatecumenal. Foram eles também que prepararam toda a liturgia daquele encontro. Papa celebrou a santa Missa debaixo de uma enorme tenda projetada especialmente para essa ocasião pelo fundador do neocatecumenato sr. Kiko Arguello. No mesmo dia o Santo Padre abençoou um Centro Internacional chamado “Domus Galileae”, construído inteiramente pela iniciativa e através dos recursos do Caminho Neocatecumenal e localizado exatamente nessa Colina das Bem-aventuranças. Mas, afinal quem é essa comunidade tão presente e, ao mesmo tempo, tão desconhecida no seio da Igreja Católica atual?
Um pouco de História
Uma experiência fundamental que transformou a vida do jovem espanhol Francisco (Kiko) Arguello, foi um encontro com a miséria humana em todos os sentidos que ele decidiu vivenciar nas favelas da sua cidade Madri.
Um dia o famoso filósofo alemão Nietzsche lançou questionamento: ou Deus é bom porém não pode fazer nada para ajudar aos pobres; ou então, se pudesse faze-lo e mesmo assim não o faz então Ele não é bom, mas sim, cruel! Motivado por esse dilema, um jovem espanhol chamado Francisco (Kiko) Arguello, viveu uma experiência fundamental do encontro com a miséria humana que transformou a sua vida. Ele mesmo fala da grande surpresa: “Vocês sabem o que eu vi nessas pessoas? Vi neles o Cristo Crucificado”.
Kiko não só descobriu a presença de Jesus nos pobres, mas ele mesmo decidiu viver ao lado dos mais miseráveis. Um dia esse jovem e talentoso artista plástico pegou uma Bíblia, um violão e foi viver entre os miseráveis e ciganos nas barracas da favela Palomaras Altas, subúrbio de Madri. Conta Kiko que um dia, estando na casa de uma família cigana e tentando falar alguma coisa a respeito de Deus, foi interrompido pela voz da matriarca que, irritada lhe disse: “o que você fala aqui é tudo bobagem. Coisas de padres. Deus existe, porém, sobre a outra vida não sabemos nada! Meu pai morreu e nunca mais veio para a casa. Você o viu? Pois, eu não! Você já ouviu falar que alguém voltasse vivo do cemitério? O nosso “pregador” entristecido e envergonhado não soube o que responder. Voltou para a casa e começou a ler a Bíblia. Abriu o Livro dos Atos dos Apóstolos e encontrou o trecho que conta a história como o procurador romano Festo explicava ao rei Agripa a questão do certo Paulo de Tarso que foi prezo a mando dos Judeus. “Os acusadores – constata Festo – não apresentaram nenhuma acusação de crimes que eu pudesse suspeitar. Tinham somente certas questões sobre sua própria religião e a respeito de um certo Jesus, já morto, e que Paulo afirmava estar vivo” (At 25, 18-19).
Kiko já sabia o que responder à velha Cigana. Compreendeu que ela esperava que fosse lhe mostrado um homem que morreu porém retornou vivo do cemitério, testemunhando assim que existe a vida eterna na qual se cumprem todos os nossos anseios. Ele compreendeu também que o cristianismo baseia-se exatamente nessa notícia: um certo homem ressuscitou; foi morto mas voltou vivo e vive até hoje, pois a morte não tem mais domínio sobre ele. Esse homem é Jesus Cristo o Filho de Deus.
Desta forma nascia uma comunidade composta de mendigos, prostitutas, ladrões, delinquentes e analfabetos. Kiko não moralizava, não acusava a ninguém, mas anunciava, de todas as formas possíveis, Jesus crucificado e ressuscitado. Uma simples palavra do Evangelho, canto de salmos, oração e testemunho concreto de solidariedade transformaram a vida das pessoas como o caso do bem conhecido José Agudo. Esse Cigano que, até então, nunca exerceu um serviço descente, um dia acreditou que baseando-se no Evangelho é possível mudar de vida. Devolveu o dinheiro roubado, encontrou um trabalho, enviou os filhos para escola, começou a amar sua esposa... O que antes parecia impossível tornou-se realidade.
Nos barracos de Palomaras Kiko Arguello conheceu a Carmen Hernandez. Carmen era uma mulher educada que também teve o mesmo desejo que viver ao lado dos pobres, assim, até hoje é sua colaboradora na obra da evangelização. A primeira comunidade de Palomaras foi visitada pelo arcebispo de Madri, D. Casimiro Morcillo que reconheceu ali a ação do Espírito Santo. Foi ele que encorajou o Kiko e a Carmen para levarem sua experiência à comunidade paroquial. Percebeu-se que Kiko descobriu – sem ter consciência disso – a dinâmica do catecumenato que, nos primeiros séculos da vida da igreja, era uma forma de preparo dos pagãos à admissão ao santo batismo. A principal diferença é que Kiko estava no meio das pessoas já batizadas. O seu “método” de evangelização baseado no anúncio da Palavra de Deus, na celebração da liturgia e na vida em comunidade tinha como objetivo a redescoberta do sacramento do batismo e da dignidade cristã que ele proporciona. É por isso que se fala de neo-catecumenato. Isso é que foi apontado alguns anos depois pelo papa João Paulo II: “É lindo também o nome: Comunidades Neocatecumenais. Esse nome nos lembra catecúmenos que antigamente preparavam-se ao Batismo. Agora, num certo sentido, isso faz falta, pois, os cristãos recebem Batismo sendo crianças pequenas. Falta essa instituição da igreja primitiva, isto é, dessa preparação que nos engajasse no Batismo. O batismo é conferido mas lhe falta maturidade em nós. É por isso que o Neocatecumenato procura completar aquilo que nos falta” (alocução do dia 18/11/1979 na paróquia de S. João Evangelista em Roma).
Kiko sendo encorajado pelo arcebispo D. Morcillo – recebeu o convite de dois párocos da igreja de Madri e lá iniciou o anúncio das catequeses que nasceram na favela de Palomeras. Percebeu-se então que também no âmbito das paróquias de grandes cidades as catequeses frutificaram com a criação de comunidades de pessoas que empreenderam o caminho da conversão. Desta forma, o Caminho Neocatecumenal começou a espalhar-se em Madri e em outras dioceses da Espanha. Isso aconteceu nos anos sessenta, tempo do Concílio Vaticano II.
A pedido dos bispos da América do Sul o Santo Padre João Paulo II, no ano de 1988 enviou as primeiras cem famílias que empreenderam a obra da Evangelização nas periferias dos grandes centros urbanos do nosso continente. Hoje, no Brasil o Caminho Neocatecumenal conta com mais de 9.000 comunidades.




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