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Artigo


O SACRAMENTO DO BATISMO

Esta publicação foi criada em: 09/07/2016.
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Desde o dia de Pentecostes, a Igreja administra o Batismo a quem crê em Jesus Cristo. O rito essencial deste sacramento consiste em imergir na água o candidato ou em derramar a água sobre a sua cabeça, enquanto é invocado o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Quais são os efeitos do Batismo?
O Batismo perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado; faz participara na vida divina trinitária mediante a graça santificante, a graça da justificação que incorpora em Cristo e na sua Igreja; faz participar no sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão entre todos os cristãos; confere as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. O batizado pertence para sempre a Cristo: com efeito, é assinalado, com o selo indelével de Cristo (caráter).
Com o Batismo foi colocada no nosso coração a semente de presença de Deus. Não é uma magia, ou um rito de magia, mas uma semente. Esta semente tem de ser cultivada para poder crescer e para dar o futuro. O padrinho era aquele que, na Igreja primitiva, ajudava a semente a crescer. O que é que isto significa? Que Deus está em nós e que é desnecessário procura-lo no exterior. Deus está em nós e tudo aquilo que nos leva para “dentro” de nós ajuda-nos a aproximar-nos de Deus.
O silêncio, a música, a natureza, a arte, a literatura levam-nos para “dentro” de nós mesmos, acompanham-nos até ao limiar do mistério. A oração, a meditação, a leitura aprofundada da Palavra de Deus permitem-nos reconhecer, na interioridade, os traços da presença de Deus.
Muitos batizados católicos o nome de um santo; os santos são aqueles que a semente do Batismo se fez árvore frondosa em cuja sombra nós descansamos. Somos concidadãos dos santos e familiares de Deus. Os santos estão na bancada a apoiar-nos, a nós que jogamos no campo o campeonato da vida. Não estamos isolados! A Igreja crê na comunhão dos santos, os laços sutis do bem que nos unem, como discípulos, e com aqueles que, antes de nós, viveram em plenitude o Evangelho. São um exército inumerável, os santos: não são só os marcados no calendário mas são milhões de homens e mulheres que agora contemplam o rosto de Deus e que, com ele, desejam que todo o homem seja salvo.
Com o Batismo é nos tirado o pecado original, a fragilidade que todos levamos no coração, a mancha que nos impede ser livres. Cristo livra-nos desta fragilidade: fazemo-nos capazes de amar como Cristo amou.
Porque é que a Igreja batiza as crianças?
Normalmente pensa-se que nos inícios da Igreja somente os adultos podiam aceder ao Batismo. Mas não foi assim: o Batismo das crianças está testemunhado no Livro dos Atos dos Apóstolos; os Apóstolos batizavam pessoalmente famílias inteiras, incluindo os recém-nascidos. Com o passar dos séculos esta praxe, minoritária nos inícios, tornou-se habitual.
O Batismo das crianças manifesta o desejo dos pais de transmitir aos seus filhos o dom mais precioso que eles receberam: a vida de Deus.
Este lindo costume, porém, contribui para enfraquecer o valor da consciência e da escolha por parte do batizando: quando um adulto pede para ser cristão e enfrenta um percurso de catecumenato que dura algum tempo, evidentemente, demostra que deseja fortemente ser cristão. Em particular quando, nos primeiros séculos do Cristianismo, professar-se cristão era extremamente perigoso!
Em remédio do perigo de desvalorização da consciência batismal, a Igreja responde com uma catequese depois do sacramento.
As catequeses que se fazem em preparação para os outros sacramentos de iniciação cristã devem portanto ajudar os mais novos a tomar consciência do que os pais escolheram para eles no Batismo, proporcionando-lhes assim, na adolescência, fazer pessoalmente a sua adesão à profissão da fé cristã através da Confirmação.
Alguns pais pensam que seja melhor não batizar os filhos, deixando-lhes a liberdade de escolher a fé para a idade adulta. Este comportamento, porém, corre o risco de ser desviante: a escolha de não batizar os filhos não é um ato de liberdade, mas é a imposição de uma escolha dos pais. É bonito que os pais cristãos desejem dar ao filho a vida nova em Cristo! É bonito ver que uma família vive a dimensão da fé e da oração em simplicidade. É bonito que as crianças possam crescer em contato com uma realidade de fé e de catequese que as acompanhe, em comunhão e em sintonia com os pais. Os filhos, uma vez que cheguem a adultos, podem depois decidir livremente como viver em plenitude a sua pertença à Igreja.
É importante na vida de um cristão adulto encontrar tempo e espaço para enriquecer a consciência da própria identidade e cultivar o terreno em que cresce a semente da fé.




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