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Artigo


A quem adoramos?

Esta publicação foi criada em: 15/08/2015.
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Quero lembrar as palavras do Papa São João Paulo II, na sua homilia da solenidade de Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo em 14 de junho de 2001, que disse:
... eis um mistério sublime e inefável. Mistério perante o qual permanecemos estupefatos e silenciosos, em atitude de contemplação profunda e extasiada... Adoremos, prostrados, este sacramento tão grande, em que está realmente presente Cristo, morto e ressuscitado por nós... No Pão e no Vinho consagrados permanece conosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, que viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: Meu Senhor e meu Deus! (Cf. Jo 20, 28).
É a este Cristo que adoramos. Não prestamos adoração a qualquer coisa não, é ao Cristo, Único e Verdadeiro Deus.
Não sabem os nossos irmãos de outras religiões o tesouro que temos. Também parece que não sabem que estamos muito bem catequizados. Que nossa catequese é muito bem elaborada, pelas Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Ao contrário do que se imagina, a Igreja está mais preocupada em pregar e difundir a Sã Doutrina, do que com o número de ovelhas em seu aprisco.
A Igreja não trabalha baseada em dados estatísticos, que com a difusão do Evangelho. Neste sentido, lembramos que houve debandada de seus seguidores quando Jesus revelou publicamente: “Minha carne é verdadeiramente comida e meu Sangue, verdadeiramente bebida”. Ao ouvir isto, o povo escandalizado deu as costas a Jesus; todos se evadiram, restando apenas doze. Jesus não deu maiores explicações, nem correu atrás da multidão desolada, pelo contrário, simplesmente perguntou aos doze: “quereis vós também retirar-vos?” No que São Pedro respondeu: “A quem iríamos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna”. (Cf. Jo 6, 52-68)
Portanto, é absolutamente claro que “Jesus não depende das multidões, as multidões é que dependem d’Ele”. Não saímos por aí falando o que nos dá na telha, como se diz na expressão popular, somos muito bem orientados. Os que não são, é porque não querem. Nós adoram ao Único que é digno de toda honra e toda glória, Jesus Cristo, o Senhor.
TODO JOELHO SE DOBRE AO NOME DE JESUS
Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor. (Cf. Fl 2, 6-11)
Neste texto está a resposta. É a Ele que adoramos. A Jesus Cristo, o Senhor e Salvador.
A Igreja Católica tem este Tesouro, e este é o segredo de mais de dois mil anos de história. Desde sempre ficou claro a quem devemos adorar, e a doutrina católica é bem clara a este respeito. É ao Cristo que nos submetemos. Pois eis o Nome que está acima de todo nome.
Todos os joelhos se dobram diante do nome de Jesus que é o nosso Senhor e Salvador.
A Palavra não diz: ... alguns joelhos se dobrem... todos os católicos se dobrem...
Mas, que todo joelho se dobre, e destaca: nos céus, na terra e nos infernos. A Palavra de Deus é quem nos impele a segui-la e, por isso mesmo, não podemos, nem devemos nos incomodar com a falta de informação de nossos irmãos protestantes; eles não conhecem nossa doutrina, se conhecessem, não tenho dúvidas, alguns não teriam deixado de ser católicos, e os que nunca foram logo viriam fazer parte conosco da verdadeira Igreja de Cristo.
Bem colocadas as palavras de um bispo que, perguntado sobre a perda de fiéis pela Igreja Católica para as igrejas protestantes, respondeu: “A Igreja católica não perde fiéis, mas sim os infiéis, porque os fiéis nunca abandonam o Mestre”.
Também o Papa Bento XVI pronunciou-se a esse respeito assim: “A Igreja não perdeu nenhum fiel. Aqueles que se foram nunca foram fiéis católicos realmente. Não se pode perder o que nunca se teve. Os que deixaram a Igreja eram indecisos, curiosos ou pessoas que estavam apenas ‘cumprindo a obrigação’ passada por seus pais ou avós. Os que vêm e vão pertencem ao Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja na Terra. Da mesma maneira, os que são católicos, mas ainda não estão na Igreja, infalivelmente chegarão ou retornarão a ela no devido tempo. A Igreja, Casa e Família de Deus, surgiu como um pequeno grupo; não importa a quantidade, e sim a qualidade dos seus filhos, como cristãos conscientes e santificados”.
Ora, se somos seguidores de Cristo e fizemos com Ele uma longa caminhada, às vezes por décadas, é inacreditável que, após dois cultos evangélicos a pessoa descubra que estava no caminho errado, seguindo uma doutrina errada. Não dá para acreditar que a pessoa passou vinte, trinta anos e talvez mais comungando o Corpo de Cristo e, de uma hora para outra, descubra que ali não estava o CORPO e o SANGUE.
Nossa Igreja, nossa doutrina, não foi criada como a abertura de uma empresa, que antes de começar a funcionar já tinha documentado todas as regras para o seu funcionamento. Não. A Igreja começou pela prática do amor, do perdão e do serviço. Foi Jesus quem a instituiu e, antes, viveu e fez viver o amor de Deus por toda humanidade. Aí sim, depois de instituída, com o seu crescimento, precisou começar a ser organizada.
A ordenação de Diáconos para ajudar na evangelização, e depois a organização de novas comunidades que se reuniam nas suas cidades, na unidade com a Igreja de Jesus Cristo liderada por Pedro de lá de Jerusalém, Listra e outras cidades por onde passou, e finalmente de Roma onde foi morto e enterrado.
Todas as comunidades comungavam da mesma palavra e do mesmo Cristo, do mesmo CORPO e SANGUE.
São Paulo nos fala: “O cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão com o Corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos do mesmo pão. (Cf. 1Cor 10, 16-17)
Paulo escreveu isto aos irmãos que se encontravam em Corinto, no entanto, revela em suas palavras que, tanto os coríntios como ele próprio, e os outros apóstolos e igrejas de outros lugares do mundo comungavam do Corpo de Cristo. Porque o Senhor não se divide em vários, mas é um só.
Por isso todo joelho se dobra para adorar o Deus único e verdadeiro. Um Deus que não está na basílica de São Pedro, ou no Santuário de Aparecida. Mas sim, adoramos o nosso Senhor e Mestre que Reina sobre os céus, a terra, debaixo da terra (inferno). Ou seja, adoramos a Jesus Cristo, presente na Eucaristia celebrada em todos os altares do mundo inteiro. Pois bem sabemos que, em virtude do fuso horário entre os países mais distantes, é seguro dizer que a toda hora está acontecendo o Sacrifício de Jesus na Santa Missa celebrada onde quer que seja. Seja num altar de uma grande Catedral ou de uma pequena Capela, seja lá onde estiver sendo celebrada a Santa Missa.
É Jesus presente! Aquele a quem adoramos e reconhecemos a sua gloriosa presença. É a Ele que, unindo-nos às multidões de anjos e santos levantamos as nossas vozes para louvar e bendizer o Nome de Jesus.
Marcelo Pascoal




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