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Artigo


A Confirmação

Esta publicação foi criada em: 28/08/2016.
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No dia do Batismo recebemos o Espírito que nos acompanha em todas as fases de crescimento. Durante a Confirmação (Crisma), a Igreja invoca sobre o discípulo novamente a efusão do Espírito Santo que age e opera nele e o acompanha em vista da plenitude e do encontro com o Mestre.
Pode receber a Confirmação o batizado que a pedir e o ministro ordinário do sacramento é o bispo ou um seu presbítero delegado. A matéria é constituída pelo óleo crismal e pelo gesto da imposição das mãos, a epiclese, usado também durante a consagração do pão e do vinho e na absolvição dos pecados.
As palavras: recebe por este sinal o Espírito Santo, o dom de Deus realizam a efusão do Espírito.
O óleo crismal é um dos três óleos utilizados pela Igreja nas suas celebrações. Juntamente com o óleo dos catecúmenos, usado durante o Batismo para tirar o pecado original, e com o óleo dos enfermos, é consagrado solenemente pelo bispo uma vez por ano durante a Missa Crismal e depois distribuído por todas as paróquias da diocese. Os óleos lembram-nos a união com o bispo e entre as diversas comunidades da Igreja local.
A simbologia do óleo é eficaz: neste caso é um óleo perfumado: como de algumas substâncias se tira o óleo essencial usado como bálsamo perfumado, assim o crisma nos lembra o perfume da presença de Cristo.
O óleo dos catecúmenos, usado para combater o maligno, evoca a unção do corpo feita pelos gladiadores e pelos pugilistas para escapar às investidas do inimigo. O óleo para os enfermos evoca as propriedades terapêuticas do óleo de oliveira.
Qual é o efeito da Confirmação?
O Espírito Santo corre o risco de ser o grande ausente da nossa fé, da nossa pregação, da nossa teologia.
No entanto, sem o Espírito, seria para nós impossível encontrar Deus através de Jesus, seria apenas um exercício de inteligência, uma adesão de vontade, uma fé estéril e asséptica, não uma conversão do coração e da mente, não uma experiência que envolve toda a nossa pessoa.
É precisamente o Espírito que nos permite encontrar Jesus aqui e agora e, graças a ele, conhecer o verdadeiro rosto de Deus Pai.
É a distinção fundamental que existe entre uma fé que é o fruto de uma adesão intelectual, que nos leva ao Cristianismo como resposta original e inteligível à procura espiritual da alma humana, e uma adesão que, além do intelecto, envolve o coração e a vontade.
O Espírito, primeiro dom de Jesus aos crentes, é aquele que nos permite encontrar Jesus como nosso contemporâneo, que nos permite ler as páginas da Escritura e senti-las insinuar em nós, que nos consente participar na oração com encanto, que faz com que os sacramentos sejam sinais eficazes, não só simbólicos, e de sermos assim incorporados a Cristo no Batismo, de sermos perdoados, de recebermos o Seu corpo na Eucaristia.
A imagem do Espírito que emerge da Escritura é a de uma presença discreta, que precisamos de aprender a reconhecer no silêncio e na oração interior, que se pode distinguir nos acontecimentos do nosso cotidiano.
O que diz Jesus acerca do Espírito?
Jesus fala com frequência do Espírito na sua pregação, prepara os seus discípulos para receberem a sua vinda e convida-os a alegrar o seu coração no acolhimento deste grande mistério. O Mestre chega ao ponto de dizer ser um bem, para eles, que Ele se vá, para deixar espaço próprio à vinda do Espírito Santo.
Na sutil descrição de São João Evangelista, Jesus morre exalando o Espírito, dando o Espírito (Jo 19,30), e é o Espírito Santo que os Apóstolos recebem de Jesus ressuscitado quando lhes aparece na tarde do dia de Páscoa (Jo 20,22) e que fará deles testemunhas, apaixonados proclamadores da Palavra e incendiários do amor.
O Espírito Santo torna-se a memória do Ressuscitado, os Apóstolos experimentam o seu poder quando iniciam a pregação, quando enfrentam as primeiras perseguições, quando, eles, os primeiros, se sentem diferentes do que eram. Os Atos dos Apóstolos narram, às vezes com acentos até surpreendentes, a ação do Espírito que difunde o Evangelho e como os Apóstolos se cansam em segui-lo! O Espírito é o grande evangelizador, é ele que irrompe nos corações, que desce com força sobre os discípulos. O que podemos fazer é secundar a sua ação, pôr a nossa vida à disposição de sua obra.
A efusão do Espírito que se dá durante a Confirmação, se acolhida com fé, ajuda-nos na conversão. Experimentamos a presença do Espírito na nossa vida espiritual: enraíza-nos no Pai, une-nos mais firmemente ao Filho, ajuda-nos a testemunhar na vida a nossa fé.
Qual é o lugar da Confirmação no desígnio divino da salvação?
O Espírito Santo, que é dado a todo o discípulo na Confirmação e sempre presente na sua vida, suscita no crente qualidades e capacidades, ou criando-as do nada, ou ampliando as inclinações já presentes nele (Rm 12,6-8). Trata-se dos carismas doados pelo Espírito à sua Igreja.
Os Carismas
Este fenômeno é muito difuso e conhecido na comunidade cristã primitiva, e suscitou até alguns problemas no tempo de São Paulo! Quais são os dons autênticos? Quais os mais úteis? Por onde passa o confim entre o carisma e a exaltação que vem da sugestão (1Cor 12)?
O problema foi até posto por São Paulo, o Apóstolo dos gentios, quando se encontrou à frente das comunidades em que a presença dos carismas tinha o risco de criar problemas. A sua solução é cheia de sabedoria e foi inspirada por Deus: pode louvavelmente aspirar-se aos dons mais elevados, os mais úteis para a comunidade e a comunhão, sendo todo o carisma para o bem comum. Como num corpo todo o membro tem a sua função e a sua importância, assim no corpo eclesial todo o membro deve descobrir o seu papel para o colocar ao serviço dos irmãos. E o carisma mais importante, conclui São Paulo (1Cor 13), é o do amor, da caridade: maior que o da profecia, que o dom das línguas, que a ciência, que a coragem dos mártires...
Os dons, pois, não são qualidades para nos sobrevalorizar e distinguir dos outros, mas são para pôr ao serviço do anúncio do Reino e da comunhão.
O Espírito continua a derramar dons sobre os discípulos do Senhor: até nós hoje fazemos experiência de como o encontro com Deus suscita em nós qualidades ou de como são aperfeiçoadas até à plenitude. Talvez até nós tenhamos capacidades que não conhecemos: de escuta, de paciência, de ciência, de conhecimento, de poder educar crianças, de nos ocuparmos dos pobres, de rezar com constância etc.
Devemos descobrir de que dons nós somos dotados para os pôr ao serviço dos irmãos.




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